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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Processo

Bolsonaro recorre no STF para derrubar proibição de visitas

Defesa alega que restrição imposta por Alexandre de Moraes amplia punição e fere liberdade de manifestação do ex-presidente em prisão domiciliar.

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Defesa alega que restrição imposta por Alexandre de Moraes amplia punição e fere liberdade de manifestação do ex-presidente em prisão domiciliar.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro acionou o Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira (24) para derrubar o bloqueio de visitas em sua prisão domiciliar. O recurso contesta as proibições fixadas pela Corte após a divulgação de mensagens políticas por intermediários.

A sanção ocorreu depois que o senador Flávio Bolsonaro publicou em redes sociais uma carta do pai. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, enxergou burla à ordem judicial que proíbe o ex-presidente de utilizar a internet, seja de forma direta ou por meio de terceiros. Em resposta, Moraes decretou a suspensão presencial por 30 dias.

A vedação imposta impede a entrada de aliados, lideranças e familiares durante o período de um mês. O recurso protocolado no Supremo pede que os ministros revejam as determinações de Moraes e restabeleçam os termos originais da concessão da prisão em casa.

O que muda com a contestação

Se o pedido for aceito pela Corte, o ex-presidente retoma a autorização para receber apoiadores e interlocutores em casa. O recurso tenta anular tanto o bloqueio imediato quanto as proibições estendidas até o calendário eleitoral.

A medida atual proíbe o ex-chefe do Executivo de receber visitas voltadas para articulação político-eleitoral até o encerramento da votação em outubro. O despacho impede ainda a veiculação de manifestos e notas públicas em seu nome por qualquer canal de comunicação.

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Decisão termina por impor restrição que não decorre da sentença, da lei ou da Constituição, além de representar sensível ampliação do alcance tradicionalmente atribuído às limitações próprias da execução penal, convertendo-a em instrumento de limitação ideológica, resultado incompatível com o regime constitucional das liberdades públicas.

Defesa de Jair Bolsonaro

Argumentos apresentados ao tribunal

No documento enviado aos ministros, a defesa argumenta que as restrições impostas ultrapassam os limites fixados pela legislação penal brasileira. Para os advogados, a proibição de se manifestar e de receber interlocutores pune a liberdade de pensamento e estipula regras não previstas na condenação original.

Os advogados afirmam que o cumprimento de pena em regime de prisão domiciliar não pode ser transformado em mecanismo de limitação ideológica nem impor vedações adicionais sem amparo direto do texto constitucional.

Histórico da pena e estado de saúde

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que investigou a tentativa de golpe de Estado. A execução da pena começou no regime fechado, mas o tribunal autorizou a transferência para a residência do réu por razões de saúde.

A concessão da prisão domiciliar ocorreu após uma intervenção cirúrgica. Atualmente, o ex-presidente passa por recuperação médica devido a um quadro de pneumonia bacteriana.

Perguntas frequentes

Por que Jair Bolsonaro perdeu o direito de receber visitas?
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu as visitas por 30 dias após o senador Flávio Bolsonaro publicar uma carta do ex-presidente nas redes sociais, descumprindo a proibição do uso da internet por terceiros.
Quais são as proibições eleitorais impostas a Bolsonaro?
O ex-presidente Jair Bolsonaro está proibido de receber visitas com finalidade político-eleitoral e de divulgar manifestos políticos, mesmo por intermediários, até o encerramento das eleições de outubro.
Qual é a pena que Jair Bolsonaro cumpre em prisão domiciliar?
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista. O benefício da prisão domiciliar foi concedido por motivos de saúde após cirurgia e tratamento de pneumonia bacteriana.
O recurso do ex-presidente já foi julgado pelo STF?
O material de origem não informa a data de julgamento do recurso protocolado no Supremo Tribunal Federal. O pedido foi apresentado pela defesa e aguarda deliberação da Corte.

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