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PLANTÃO

Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Processo

Dino manda 21 partidos explicarem controle de emendas

Ação no STF exige que dirigentes partidários informem se controlam verbas parlamentares após fala do presidente do PL.

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Ação no STF exige que dirigentes partidários informem se controlam verbas parlamentares após fala do presidente do PL.
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O ministro Flávio Dino mandou os presidentes de 21 legendas com assento no Congresso explicarem se controlam a destinação de verbas orçamentárias. A ordem atinge chefes partidários sem mandato eletivo.

A medida alcança agremiações como PT, PL, MDB, PP e União Brasil. Os dirigentes partidários possuem dez dias úteis para prestar esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF). Por enquanto, a decisão cobra explicações formais e não altera a liberação dos recursos existentes.

O motivo da intimação do STF

A determinação ocorreu após o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, confirmar publicamente que dirigentes partidários influenciam a indicação de verbas públicas. Dino considerou a declaração relevante porque a investigação sobre o Orçamento Geral da União não registrava essa prática.

Em despacho assinado nesta quarta-feira (15), o ministro reafirmou que propor e deliberar sobre emendas constitui prerrogativa exclusiva de parlamentares em exercício. Na avaliação do relator, a interferência de caciques sem mandato viola princípios constitucionais da administração pública, como moralidade e legalidade.

Valdemar Costa Neto é um político de destaque e preside um dos maiores partidos brasileiros, logo, suas afirmações públicas merecem atenção

Flávio Dino, ministro do STF

Flávio Dino, ministro do STF

O que as siglas precisam responder

O tribunal exige que as legendas detalhem se seus presidentes possuem cotas ou reservas de recursos do orçamento. As siglas devem apontar quem autoriza o uso dos valores, a norma jurídica que sustenta a cobrança e os documentos formais que registram a divisão da verba.

A cobrança integra a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, ação que investiga a transparência no repasse das verbas parlamentares. Na última semana, Dino ordenou o bloqueio cautelar de R$ 119 milhões em bens atribuídos a Costa Neto e de R$ 6 milhões do ex-deputado Eduardo Cunha.

Como a defesa do PL se manifestou

A defesa do presidente do PL argumentou que as medidas cautelares se baseiam em inferências subjetivas e criminalizam a atividade política. Os advogados sustentaram que é legítimo que um dirigente partidário dialogue com parlamentares e oriente a atuação da bancada.

Perguntas frequentes

Quais partidos precisam responder ao STF?
A decisão de Flávio Dino atinge 21 partidos com representação no Congresso Nacional, incluindo PL, PT, MDB, PP, PSD e União Brasil. Cada sigla precisa informar se seus presidentes distribuem verbas orçamentárias.
Qual é o prazo para os presidentes de partidos se explicarem?
Os presidentes das agremiações partidárias têm o prazo de dez dias úteis para prestar depoimento e enviar informações formais ao Supremo Tribunal Federal. As legendas precisam demonstrar qual norma jurídica autoriza dirigentes a opinar na aplicação de recursos públicos.
O que acontece com o orçamento das emendas agora?
A intimação proferida pelo Supremo Tribunal Federal obriga os partidos a apresentarem documentos sobre o controle de verbas, mas não altera a execução orçamentária de imediato. A análise serve para subsidiar futuras decisões do tribunal sobre a rastreabilidade do dinheiro.

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