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Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Processo

STF trava julgamento sobre proibição de jogos de azar

Pedido de vista do ministro Flávio Dino paralisa análise da Lei das Contravenções Penais para incluir regras de apostas online.

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Pedido de vista do ministro Flávio Dino paralisa análise da Lei das Contravenções Penais para incluir regras de apostas online.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quinta-feira (6) a votação que define se a proibição dos jogos de azar continua valendo no Brasil. O processo parou após pedido de vista.

O julgamento travou quando o ministro Flávio Dino pediu mais tempo de análise. O magistrado defendeu que a Corte precisa julgar a legislação antiga junto com as regras das plataformas digitais de apostas.

Não me parece que nós possamos dar um tratamento rigoroso ao jogo do bicho e ignorar este dragão que são os jogos perversos das bets.

Flávio Dino, ministro do STF

Flávio Dino, ministro do STF

O que muda com a paralisação

A proibição das apostas presenciais e do jogo do bicho continua valendo em todo o território nacional. Nada muda por enquanto no ambiente legal: estabelecimentos que exploram caça-níqueis ou bingos clandestinos seguem cometendo contravenção penal, sujeito a sanções da Justiça.

Entenda o caso sob análise do STF

Os ministros analisam se a Lei das Contravenções Penais, criada em 1941 no governo de Getúlio Vargas, passou pelo processo de recepção — termo jurídico para definir quando uma norma antiga permanece válida após uma nova Constituição.

O foco da disputa está no Artigo 50 da norma. O texto enquadra a exploração de jogos em locais públicos como infração e estabelece multas entre R$ 2 mil e R$ 200 mil para quem aposta.

Como votou o relator

Antes da interrupção por pedido de vista, apenas o relator da matéria votou. O ministro Luiz Fux se posicionou contra a liberação da atividade no país, com exceção das loterias oficiais. O magistrado afirmou que a exploração econômica de jogos não está protegida pelo princípio constitucional da livre iniciativa e ressaltou os danos sociais do vício, como o endividamento das famílias e o impacto no comércio.

De onde vem a disputa judicial

A discussão chegou ao tribunal superior por meio de um recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). O órgão contestou a decisão do Tribunal de Justiça gaúcho que havia anulado a punição de um comerciante flagrado com três máquinas caça-níqueis em seu estabelecimento.

Perguntas frequentes

Os jogos de azar foram liberados no Brasil?
Não. A proibição prevista na Lei das Contravenções Penais continua em vigor. O Supremo Tribunal Federal apenas suspendeu a votação que analisa a constitucionalidade da regra, sem alterar as punições atuais.
Quando o STF vai voltar a julgar o processo?
Não há data prevista para a retomada. O julgamento depende da devolução do processo pelo ministro Flávio Dino, que pediu vista para analisar o tema junto com as regras das apostas online.
Qual é a punição para quem aposta em jogos proibidos?
A lei estabelece multa que varia de R$ 2 mil a R$ 200 mil para quem participa de jogos de azar na condição de apostador em locais públicos.

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