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Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Processo

TCU entrega lista com 6,1 mil fichas-sujas ao TSE

Nomes de gestores com contas rejeitadas seguem para a Justiça Eleitoral, que vai decidir quem fica impedido de concorrer nas eleições.

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Nomes de gestores com contas rejeitadas seguem para a Justiça Eleitoral, que vai decidir quem fica impedido de concorrer nas eleições.
Foto: Divulgação/TCU

A Justiça Eleitoral recebeu do Tribunal de Contas da União (TCU) a lista de 6,1 mil pessoas com contas públicas rejeitadas nos últimos oito anos. Os magistrados utilizarão as informações para impugnar candidaturas com irregularidades na disputa eleitoral de outubro.

Como a lista afeta os candidatos

A remessa do documento permite que juízes eleitorais avaliem o enquadramento dos citados na Lei da Ficha Limpa. Quando o tribunal de contas julga uma gestão irregular, a legislação eleitoral impede o responsável de disputar eleições pelo período fixado na norma legal.

Os julgamentos alcançam agentes públicos que administraram verbas e tiveram os relatórios financeiros reprovados. A decisão final sobre barrar ou liberar o registro de cada candidatura cabe à Justiça Eleitoral durante a análise dos pedidos de registro para o pleito.

Quem são os administradores listados

A relação encaminhada pela corte de contas ao tribunal eleitoral contabiliza 135 vereadores e 144 prefeitos de municípios de pequeno porte, além de centenas de outros ocupantes de cargos públicos. Todos apresentaram inconsistências gravíssimas na aplicação dos recursos sob sua responsabilidade.

A entrega formal ocorreu em reunião entre o presidente do TCU, o ministro Vital do Rêgo, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques. As informações ficam disponíveis para consulta de magistrados, promotores eleitorais e partidos em todo o território nacional.

O que torna uma conta irregular

O TCU considera uma conta de gestão irregular quando identifica condutas que lesam os cofres públicos ou descumprem o dever constitucional de prestar contas. Entre os motivos mais recorrentes para o julgamento desfavorável estão o desvio direto de recursos e a ocorrência de dano comprovado ao erário público.

A reprovação também se consolida nos casos em que o gestor se omite e não apresenta os comprovantes dos valores gastos durante o mandato. Outro fator decisivo para a inclusão na lista é o descumprimento sistemático e reiterado de ordens expedidas pelos ministros do TCU.

Datas e cargos em disputa nas eleições

Os dados auxiliam na fiscalização do primeiro turno marcado para 4 de outubro. Nessa data, a população vota para escolher deputados federais, deputados estaduais, deputados distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

A votação de segundo turno acontece no dia 25 de outubro nas disputas para o Poder Executivo estadual e federal. A nova votação ocorre apenas se nenhum dos concorrentes alcançar mais de 50% dos votos válidos no primeiro pleito, descontados os votos brancos e nulos.

Perguntas frequentes

Quem entra na lista de contas irregulares do TCU?
Entram na lista do Tribunal de Contas da União os gestores públicos que tiveram as contas rejeitadas por dano ao erário, desvio de verbas, omissão na prestação de contas ou descumprimento de decisões do órgão nos últimos oito anos.
A lista do TCU impede automaticamente a candidatura?
Não automaticamente. O Tribunal de Contas da União envia a relação de nomes para a Justiça Eleitoral, e cabe aos juízes eleitorais analisar cada caso e declarar se o candidato está inelegível para o pleito.
Quais cargos serão disputados nas próximas eleições?
Nas eleições estaduais e federais, os eleitores votam para deputados federais, estaduais e distritais, governadores, senadores e presidente da República no primeiro turno. Havendo segundo turno, a disputa fica restrita a governadores e presidente.
Quantos prefeitos e vereadores estão no levantamento do TCU?
O levantamento do Tribunal de Contas da União entregue ao Tribunal Superior Eleitoral inclui 135 vereadores e 144 prefeitos de municípios de pequeno porte, além de centenas de outros agentes públicos com contas rejeitadas nos últimos oito anos de gestão.

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