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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Processo

TSE fecha acordo com big techs contra fake news em 2026

Medida atinge plataformas como Google e Meta, proíbe robôs de sugerir candidatos e prevê punição se redes mantiverem perfis falsos.

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Medida atinge plataformas como Google e Meta, proíbe robôs de sugerir candidatos e prevê punição se redes mantiverem perfis falsos.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral assinou um acordo com dez empresas de tecnologia para barrar posts falsos e manipulados no pleito. A medida reforça a fiscalização sobre redes sociais e ferramentas de inteligência artificial, que geram e alteram sons ou imagens de políticos.

A regra vale para candidatos, partidos políticos e plataformas digitais nas eleições de 2026. A partir do acordo, sistemas automatizados ficam proibidos de indicar em quem votar, e os sites que mantiverem perfis falsos no ar respondem judicialmente pelas irregularidades cometidas.

O que o acordo com as big techs determina

A parceria renova a estrutura de combate à desinformação criada na eleição presidencial de 2022. O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, definiu os termos em reunião com representantes de empresas como Google, Meta, X, Kwai, Telegram, TikTok e LinkedIn.

O plano de cooperação incluiu criadoras de softwares avançados de geração de texto, imagem e som. As empresas OpenAI, ElevenLabs e Anthropic aceitaram implementar barreiras para conter a manipulação de conteúdos que ataquem a integridade do processo eleitoral ou a segurança das urnas eletrônicas.

O programa permanente atua preventivamente para vetar a disseminação de narrativas falsas voltadas a desacreditar os resultados das votações ou colocar em dúvida a legitimidade das apurações do país.

Regras para inteligência artificial e misoginia

A Justiça Eleitoral aprovou normas rígidas para o uso de sistemas inteligentes durante a propaganda eleitoral. Os assistentes virtuais não podem emitir sugestões de voto para os eleitores, mesmo se forem provocados por perguntas diretas do usuário na plataforma.

O regramento proíbe ataques focados em mulheres na política. Fica vetada a publicação de montagens com fotomontagens, áudios alterados, nudez ou pornografia criados para difamar candidatas nas redes sociais.

Punições e datas do pleito

As redes sociais perdem a isenção se deixarem de cumprir ordens judiciais. O TSE reafirmou que as empresas de internet respondem diretamente na Justiça caso não removam contas falsas e postagens consideradas ilícitas após as notificações cabíveis.

Os eleitores vão às urnas no dia 4 de outubro para escolher deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e presidente. O segundo turno está agendado para 25 de outubro, aplicável aos cargos de governador e presidente caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos.

Perguntas frequentes

Qual o objetivo do acordo do TSE com as empresas de tecnologia?
O Tribunal Superior Eleitoral firmou o acordo para conter a disseminação de notícias falsas e o uso ilícito de inteligência artificial na eleição de 2026. A aliança visa proteger a integridade das urnas eletrônicas e impedir a proliferação de perfis falsos nas redes sociais.
As inteligências artificiais podem indicar candidatos em quem votar?
Não. O Tribunal Superior Eleitoral proibiu que provedores de inteligência artificial ofereçam sugestões de candidatos aos usuários, mesmo quando consultados diretamente. A regra busca evitar que algoritmos interfiram na livre escolha dos eleitores durante a campanha eleitoral.
O que acontece com as redes que não tirarem perfis falsos do ar?
As plataformas de redes sociais respondem judicialmente se deixarem de remover perfis falsos e postagens ilegais. O Tribunal Superior Eleitoral reafirmou que as empresas de internet podem sofrer punições da Justiça Eleitoral caso mantenham os conteúdos irregulares no ar após a identificação.

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