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19h08
TUE., 18 DE AGO. DE 2026
Saúde

Câmara avança com Política de Convivência no SUS

Texto aprovado na Comissão de Finanças vincula centros comunitários à rede de saúde mental e aguarda votação no Plenário.

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Texto aprovado na Comissão de Finanças vincula centros comunitários à rede de saúde mental e aguarda votação no Plenário.
Foto: Deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) fala em reunião na Câmara dos Deputados

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria a Política Nacional de Convivência Sociocultural e Economia Solidária. A medida reconhece o atendimento comunitário como braço oficial da saúde pública.

Na prática, a proposta integra centros comunitários à Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS). A meta é fortalecer espaços que combinam atividades culturais, geração de renda e cuidado com a saúde mental em bairros e cidades.

O que muda na prática

Hoje, centros de convivência e iniciativas de economia solidária funcionam muitas vezes sem vinculação formal direta com as diretrizes nacionais do SUS. Com a aprovação da nova política, esses polos ganham status de agentes estratégicos na assistência à saúde mental e na promoção da cidadania.

O impacto prático nos municípios depende, contudo, de espaço no orçamento público. O texto ajustado pela relatora, deputada Laura Carneiro, estabelece expressamente que as ações governamentais previstas na política só saem do papel se houver recursos disponíveis nas contas da União.

A promoção do convívio em comunidade e a vinculação dos indivíduos a grupos sociais protegem e melhoram a saúde física e mental

Laura Carneiro, deputada e relatora do projeto

Origem da proposta e adequação fiscal

O texto acatado reúne elementos do Projeto de Lei 2726/22, de autoria da deputada Luiza Erundina, e mudanças feitas anteriormente pela Comissão de Saúde. A versão final adaptou as despesas às regras fiscais vigentes para evitar gastos obrigatórios sem previsão orçamentária.

A integração ao SUS foca no suporte comunitário preventivo. Em vez de isolar o paciente em crise, a estrutura estimula laços de vizinhança e atividades produtivas compartilhadas como ferramenta terapêutica contínua.

Próximos passos da tramitação

A proposta não começou a valer e ainda não tem força de lei. Por ter obtido regime de urgência, a matéria pula a etapa da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e vai direto para votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

Para entrar em vigor no país, o texto precisa ser aprovado pela maioria dos deputados federais, passar por votação no Senado Federal e receber a sanção da Presidência da República. Até o momento, não há data marcada para a votação definitiva.

Perguntas frequentes

O projeto já virou lei?
Não. O texto passou pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, mas ainda precisa ser votado no Plenário da Câmara e depois aprovado pelo Senado Federal antes de virar lei.
Quem se beneficia com a criação dessa política?
A proposta beneficia pessoas que utilizam serviços públicos de saúde mental e convivência comunitária no Sistema Único de Saúde, além de grupos voltados a iniciativas de economia solidária.
Haverá repasse imediato de dinheiro aos centros comunitários?
Não. O texto aprovado pela deputada Laura Carneiro determina que a aplicação das ações da política dependerá da disponibilidade orçamentária do governo federal.

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