Câmara avança com Política de Convivência no SUS
Texto aprovado na Comissão de Finanças vincula centros comunitários à rede de saúde mental e aguarda votação no Plenário.

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria a Política Nacional de Convivência Sociocultural e Economia Solidária. A medida reconhece o atendimento comunitário como braço oficial da saúde pública.
Na prática, a proposta integra centros comunitários à Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS). A meta é fortalecer espaços que combinam atividades culturais, geração de renda e cuidado com a saúde mental em bairros e cidades.
O que muda na prática
Hoje, centros de convivência e iniciativas de economia solidária funcionam muitas vezes sem vinculação formal direta com as diretrizes nacionais do SUS. Com a aprovação da nova política, esses polos ganham status de agentes estratégicos na assistência à saúde mental e na promoção da cidadania.
O impacto prático nos municípios depende, contudo, de espaço no orçamento público. O texto ajustado pela relatora, deputada Laura Carneiro, estabelece expressamente que as ações governamentais previstas na política só saem do papel se houver recursos disponíveis nas contas da União.
A promoção do convívio em comunidade e a vinculação dos indivíduos a grupos sociais protegem e melhoram a saúde física e mental
Laura Carneiro, deputada e relatora do projeto
Origem da proposta e adequação fiscal
O texto acatado reúne elementos do Projeto de Lei 2726/22, de autoria da deputada Luiza Erundina, e mudanças feitas anteriormente pela Comissão de Saúde. A versão final adaptou as despesas às regras fiscais vigentes para evitar gastos obrigatórios sem previsão orçamentária.
A integração ao SUS foca no suporte comunitário preventivo. Em vez de isolar o paciente em crise, a estrutura estimula laços de vizinhança e atividades produtivas compartilhadas como ferramenta terapêutica contínua.
Próximos passos da tramitação
A proposta não começou a valer e ainda não tem força de lei. Por ter obtido regime de urgência, a matéria pula a etapa da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e vai direto para votação no Plenário da Câmara dos Deputados.
Para entrar em vigor no país, o texto precisa ser aprovado pela maioria dos deputados federais, passar por votação no Senado Federal e receber a sanção da Presidência da República. Até o momento, não há data marcada para a votação definitiva.
Perguntas frequentes
O projeto já virou lei?
Quem se beneficia com a criação dessa política?
Haverá repasse imediato de dinheiro aos centros comunitários?
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