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PLANTÃO

Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Trabalho

Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

Presidente do Senado afirma que a casa não vai carimbar o texto aprovado pela Câmara e defende debate sem pressa antes de levar a proposta a plenário.

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Presidente do Senado afirma que a casa não vai carimbar o texto aprovado pela Câmara e defende debate sem pressa antes de levar a proposta a plenário.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, decidiu enviar a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 para análise em comissões temáticas. A decisão impede a votação direta no plenário da Casa.

Nada muda nas regras de trabalho do país por enquanto. A proposta que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais exige aprovação nas duas Casas do Congresso Nacional. Se os senadores alterarem o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a matéria precisa voltar para nova análise dos deputados.

O caminho da PEC no Senado

A proposta passa primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça, presidida pelo senador Otto Alencar. Alcolumbre afirmou que não vai acelerar a análise do projeto e defendeu discutir o tema sem pressa, com a participação de todos os setores envolvidos.

A cobrança por uma previsão de data para votação veio do senador Styvenson Valentim durante sessão no plenário. Em resposta ao parlamentar, Alcolumbre destacou que o Senado não atuará apenas como carimbador do texto produzido pelos deputados federais após 5 meses de debates na outra Casa.

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Não é razoável que a Câmara dos Deputados passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, para o povo brasileiro, para a nação e também para os trabalhadores e para os empreendedores, e o Senado seja obrigado a carimbar um texto aprovado na Câmara.

Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal

Impasse entre governo e oposição

Líderes governistas pressionam pela aprovação da matéria no Senado até junho, sem qualquer alteração do texto original. O objetivo do governo é evitar que a matéria retorne à Câmara e atrase a promulgação da mudança.

A oposição, contudo, busca barrar o avanço da proposta no formato atual. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, declarou voto contrário à redução da jornada e apresentou uma PEC alternativa. O texto oposicionista prevê a manutenção da escala de trabalho vigente e estabelece a opção de contratação por hora trabalhada.

Próximos passos do texto

A definição sobre o rito de tramitação e o cronograma final ocorre após reunião com os líderes partidários programada para a próxima semana. O material não informa a data em que os senadores vão votar o texto nem o nome do relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça.

Perguntas frequentes

O que muda na escala de trabalho 6x1 agora?
Nada muda imediatamente para os trabalhadores. A proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas precisa passar pelas comissões e pelo plenário do Senado Federal antes de ter validade legal.
Quando o Senado vai votar a PEC da escala 6x1?
Não há data definida para a votação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a análise será feita sem pressa nas comissões. A definição sobre o cronograma de votação depende de reunião de líderes marcada para a próxima semana.
O que acontece se o Senado alterar o texto da PEC?
Se os senadores fizerem qualquer modificação na proposta aprovada na Câmara dos Deputados, o texto da PEC precisa retornar para análise dos deputados federais. Por essa razão, lideranças governistas defendem a aprovação da matéria sem mudanças.
Qual é a proposta da oposição para a jornada de trabalho?
A oposição no Senado, liderada pelo senador Rogério Marinho, apresentou uma proposta de emenda alternativa. O texto oposicionista mantém a escala atual de trabalho e permite a abertura de contratos com pagamento por hora trabalhada.

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