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08h15
SUN., 16 DE AGO. DE 2026
Tributário

Senado vota projeto para reduzir imposto de combustível

Acordo entre governo e Congresso usa receitas extraordinárias do petróleo para bancar desoneração e inclui regras sobre fertilizantes e minerais.

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Acordo entre governo e Congresso usa receitas extraordinárias do petróleo para bancar desoneração e inclui regras sobre fertilizantes e minerais.
Foto: Aécio Neves - Senador · CC BY 2.0 · via Flickr

O Senado Federal analisa nesta quarta-feira (12 de agosto de 2026) a proposta que autoriza a União a cortar tributos federais sobre combustíveis para conter a alta de preços provocada por conflitos internacionais.

A deliberação começou pela Câmara dos Deputados após reunião entre líderes do Congresso Nacional e o Poder Executivo. O acordo fechado prevê a votação nas duas Casas legislativas no mesmo dia.

Como funciona a compensação de receitas

O texto autoriza a União a abrir mão de tributos mantendo o equilíbrio das contas públicas. Para cobrir a renúncia fiscal, o governo vai utilizar recursos extraordinários arrecadados com o setor de petróleo.

Essa engenharia orçamentária atende às exigências da legislação fiscal, que impede o corte de tributos sem a indicação prévia de uma fonte compensatória de receita.

Foi um grande esforço do governo, um esforço de negociação, um esforço de contemplar tudo que era necessário para manter o equilíbrio fiscal e, ao mesmo tempo, pontos importantes da política pública serem viabilizados.

Teresa Leitão, líder do governo no Senado

Outros setores integrados ao pacote

O Projeto de Lei Complementar 114/2026 (PLP 114/2026) não trata exclusivamente de combustíveis. A negociação conduzida pelo ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, reuniu propostas dispersas em um único texto para acelerar a tramitação.

O pacote agora traz regras voltadas à exploração de minerais estratégicos e à produção de fertilizantes no país. Os parlamentares também incluíram dispositivos necessários para a realização da Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027.

O que falta para a proposta virar lei

Nada muda de imediato no preço dos postos. O texto precisa da aprovação por maioria absoluta na Câmara dos Deputados e no Senado Federal antes de seguir para análise do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

A costura política contou com a participação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e da senadora Teresa Leitão, restabelecendo o diálogo direto entre a cúpula do Legislativo e a Presidência da República para destravar a pauta econômica.

Perguntas frequentes

O que prevê o PLP 114/2026?
O Projeto de Lei Complementar 114/2026 autoriza o governo federal a abrir mão de tributos sobre combustíveis para amortecer pressões de preços, cobrindo o rombo com receitas extraordinárias do petróleo, além de criar regras para fertilizantes, minerais e a Copa Feminina de 2027.
O imposto do combustível já caiu na bomba?
Não. A redução de tributos ainda depende da aprovação final pelo plenário da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, além da posterior sanção da Presidência da República para entrar em vigor no país.
De onde sairá o dinheiro para cobrir o corte tributário?
A equipe econômica determinou que a renúncia de receitas federais com a redução de impostos dos combustíveis será compensada integralmente com recursos extraordinários obtidos pela União na exploração de petróleo.
Quais outros assuntos entraram no projeto de combustíveis?
O texto do PLP 114/2026 foi ampliado durante as negociações no Congresso Nacional e incorporou dispositivos voltados ao setor de fertilizantes, minerais críticos e estratégicos, além de medidas para a Copa do Mundo Feminina de 2027.

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