Pular para o conteúdo
Assine o boletim Publique seu artigo Anuncie 11/08/2026Entrar
PLANTÃO

Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Agrário

Senado aprova uso do Fundo do Pré-Sal para dívidas do agro

Texto segue para a Câmara dos Deputados após o governo prever impacto fiscal de R$ 140 bilhões no pagamento de débitos rurais.

Por
𝕏 f
Texto segue para a Câmara dos Deputados após o governo prever impacto fiscal de R$ 140 bilhões no pagamento de débitos rurais.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O Senado Federal aprovou a proposta que libera recursos do Fundo Social do Pré-Sal (FS) para financiar dívidas de produtores rurais prejudicados por eventos climáticos adversos e crises econômicas globais.

A medida atende agricultores e cooperativas que comprovem perdas expressivas em ao menos duas safras no período de 2019 a 2025. O projeto abrange dívidas de custeio, investimentos e Cédulas de Produto Rural. O limite individual de crédito chega a R$ 10 milhões para pequenos e médios produtores, enquanto cooperativas e associações contam com teto de R$ 50 milhões.

As linhas especiais estabelecem prazos de pagamento de até 13 anos, com até três anos de carência. A taxa de juros varia conforme o porte do produtor: 3,5% ao ano para enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), 5,5% ao ano para o Programa de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e 7,5% ao ano para os demais.

O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, pautou a votação após acerto prévio com os parlamentares.

Eu respeito integralmente a posição do governo, que têm apelado reiteradas vezes para que o Senado tenha cautela na deliberação das matérias relevantes e que podem impactar o orçamento do Brasil, mas eu fiz um acordo com os senadores e senadoras, com os deputados em várias ocasiões. Publicamente, eu vou informar que não há acordo com o governo em relação ao texto apresentado, mas eu vou deliberar hoje o relatório aprovado pela CAE

Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal

Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal

Resistência do governo e impacto fiscal

O governo federal votou contra o parecer relatado pelo senador Renan Calheiros. A equipe econômica estima que a ampliação das renegociações pode gerar um impacto fiscal de até R$ 140 bilhões. As fontes de custeio incluem receitas futuras do FS, superávits de fundos sob supervisão do Ministério da Fazenda e recursos de fundos constitucionais regionais.

Próximos passos na tramitação

Como os senadores alteraram o texto original do projeto de lei, a matéria não segue direto para sanção presidencial. O projeto retorna agora à Câmara dos Deputados para nova análise dos trechos modificados. Caso os deputados aprovem a versão enviada pelo Senado, a proposta irá para sanção ou veto do Poder Executivo.

Perguntas frequentes

Quem pode renegociar as dívidas rurais com o Fundo Social?
Podem renegociar produtores rurais e cooperativas que comprovem perdas expressivas em pelo menos duas safras no período de 2019 a 2025. O prejuízo precisa ser decorrente de eventos climáticos adversos ou de problemas econômicos internacionais que afetaram os preços agrícolas.
Quais são as taxas de juros previstas na proposta do Refis do Agro?
O projeto prevê juros de 3,5% ao ano para beneficiários do Pronaf e pequenos produtores. Para o Pronamp e médios produtores, a taxa fixa fica em 5,5% ao ano, enquanto os demais produtores rurais pagam 7,5% ao ano.
A liberação do Fundo Social para dívidas rurais já está valendo?
Não. O texto sofreu alterações no Senado Federal e precisa retornar para análise e votação da Câmara dos Deputados. Somente se for aprovado pelos deputados é que seguirá para sanção do presidente da República.

Leia também