TRE-RJ pede tropas federais para atuar nas eleições no Rio
Ação visa conter o domínio territorial do crime organizado durante a votação em outubro; pedido depende do tribunal superior.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) aprovou por unanimidade o envio de tropas federais para reforçar a segurança durante as eleições de outubro no estado.
A decisão atende à preocupação com o controle armado de territórios exercido por organizações criminosas e milícias, sobretudo na Região Metropolitana. O tribunal entende que a presença física de criminosos nas proximidades dos locais de votação intimida o eleitorado e compromete a liberdade do voto.
O que muda na prática para o eleitor
Com a presença de forças federais, os pontos de votação situados em áreas sob influência do crime organizado recebem patrulhamento reforçado dos militares. A medida busca neutralizar pressões sobre os moradores no trajeto até as urnas e assegurar o transporte das urnas eletrônicas com segurança.
Quando o cidadão caminha até a urna sob a vigília de criminosos que dominam a comunidade, a sua liberdade não é plena, a coação difusa ainda que silenciosa contamina a formação e manifestação da vontade pública e vulnera a lisura do pleito.
Claudio de Mello Tavares, presidente do TRE-RJ
Claudio de Mello Tavares, presidente do TRE-RJ
Regras para a chegada do exército
O envio das Forças Armadas não ocorre de forma automática após o pedido regional. A legislação estabelece que a requisição de força federal precisa passar pela aprovação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A Resolução 21.843/2004 da Corte Superior exige que o governador da unidade federativa confirme a incapacidade do efetivo local para cobrir o pleito sozinho. O governador interino Ricardo Couto já se manifestou favorável ao envio do reforço federal para o Rio de Janeiro.
Caso os ministros da Corte Superior aprovem a solicitação fluminense, o caso segue para o Ministério da Defesa, encarregado de mobilizar as tropas. O presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, cuidará dos acertos operacionais com os comandos militares locais.
Enquanto aguarda o posicionamento de Brasília, a Justiça Eleitoral fluminense mapeia as seções com maior risco de interferência criminosa. A prioridade de cobrir regiões críticas busca evitar a coação de eleitores por grupos que comandam o tráfego de pessoas em comunidades.
Apoio federal se repete desde 2012
A atuação de tropas federais na segurança das urnas fluminenses tornou-se recorrente. A presidência da Justiça Eleitoral do estado qualifica o domínio de territórios por grupos armados como um problema estrutural e permanente, o que exige apoio das forças nacionais a cada eleição.
As datas das votações permanecem fixadas para o calendário nacional. O primeiro turno acontece em 4 de outubro e o segundo turno está agendado para 25 de outubro. Até o julgamento final pelo tribunal em Brasília, o planejamento de segurança no estado segue o cronograma ordinário.
Perguntas frequentes
As tropas federais já estão confirmadas no Rio de Janeiro?
Por que o TRE-RJ pediu ajuda de forças federais?
Quando ocorrem as eleições no estado do Rio?
O governo do estado concorda com o uso do exército?
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