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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Processo

TRE-RJ pede tropas federais para atuar nas eleições no Rio

Ação visa conter o domínio territorial do crime organizado durante a votação em outubro; pedido depende do tribunal superior.

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Ação visa conter o domínio territorial do crime organizado durante a votação em outubro; pedido depende do tribunal superior.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) aprovou por unanimidade o envio de tropas federais para reforçar a segurança durante as eleições de outubro no estado.

A decisão atende à preocupação com o controle armado de territórios exercido por organizações criminosas e milícias, sobretudo na Região Metropolitana. O tribunal entende que a presença física de criminosos nas proximidades dos locais de votação intimida o eleitorado e compromete a liberdade do voto.

O que muda na prática para o eleitor

Com a presença de forças federais, os pontos de votação situados em áreas sob influência do crime organizado recebem patrulhamento reforçado dos militares. A medida busca neutralizar pressões sobre os moradores no trajeto até as urnas e assegurar o transporte das urnas eletrônicas com segurança.

Quando o cidadão caminha até a urna sob a vigília de criminosos que dominam a comunidade, a sua liberdade não é plena, a coação difusa ainda que silenciosa contamina a formação e manifestação da vontade pública e vulnera a lisura do pleito.

Claudio de Mello Tavares, presidente do TRE-RJ

Claudio de Mello Tavares, presidente do TRE-RJ

Regras para a chegada do exército

O envio das Forças Armadas não ocorre de forma automática após o pedido regional. A legislação estabelece que a requisição de força federal precisa passar pela aprovação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Resolução 21.843/2004 da Corte Superior exige que o governador da unidade federativa confirme a incapacidade do efetivo local para cobrir o pleito sozinho. O governador interino Ricardo Couto já se manifestou favorável ao envio do reforço federal para o Rio de Janeiro.

Caso os ministros da Corte Superior aprovem a solicitação fluminense, o caso segue para o Ministério da Defesa, encarregado de mobilizar as tropas. O presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, cuidará dos acertos operacionais com os comandos militares locais.

Enquanto aguarda o posicionamento de Brasília, a Justiça Eleitoral fluminense mapeia as seções com maior risco de interferência criminosa. A prioridade de cobrir regiões críticas busca evitar a coação de eleitores por grupos que comandam o tráfego de pessoas em comunidades.

Apoio federal se repete desde 2012

A atuação de tropas federais na segurança das urnas fluminenses tornou-se recorrente. A presidência da Justiça Eleitoral do estado qualifica o domínio de territórios por grupos armados como um problema estrutural e permanente, o que exige apoio das forças nacionais a cada eleição.

As datas das votações permanecem fixadas para o calendário nacional. O primeiro turno acontece em 4 de outubro e o segundo turno está agendado para 25 de outubro. Até o julgamento final pelo tribunal em Brasília, o planejamento de segurança no estado segue o cronograma ordinário.

Perguntas frequentes

As tropas federais já estão confirmadas no Rio de Janeiro?
Não. O apoio das Forças Armadas depende de autorização do Tribunal Superior Eleitoral. Após o aval do tribunal, a solicitação oficial segue para o Ministério da Defesa, que organiza o efetivo junto com o comando militar local do estado do Rio de Janeiro.
Por que o TRE-RJ pediu ajuda de forças federais?
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro aponta que organizações criminosas e milícias exercem controle territorial na Região Metropolitana. A presença das Forças Armadas busca conter a coerção armada sobre os eleitores e proteger os locais de votação.
Quando ocorrem as eleições no estado do Rio?
O primeiro turno das eleições ocorre no dia 4 de outubro. Nas cidades onde for necessário realizar o segundo turno, a votação está agendada para 25 de outubro.
O governo do estado concorda com o uso do exército?
Sim. O governador interino Ricardo Couto deu parecer favorável ao pedido do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. A lei exige a manifestação favorável do Poder Executivo estadual sobre a insuficiência das forças locais.

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