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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Processo

TSE adia julgamento sobre bloqueio de pesquisa eleitoral

Pedido de vista da ministra Estela Aranha interrompeu a análise do recurso sobre o levantamento da AtlasIntel. Votação está em 1 a 0.

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Pedido de vista da ministra Estela Aranha interrompeu a análise do recurso sobre o levantamento da AtlasIntel. Votação está em 1 a 0.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) interrompeu o julgamento sobre a proibição da pesquisa presidencial do instituto AtlasIntel. O pedido de vista da ministra Estela Aranha paralisou a análise do recurso nesta terça-feira (9 de julho).

Nada muda no cenário eleitoral por enquanto. A pesquisa continua suspensa e proibida de veiculação em redes sociais ou canais oficiais. A decisão definitiva da corte deve fixar regras sobre o uso de mídias e áudios em levantamentos de intenção de voto.

A controvérsia começou após a divulgação de dados no dia 19 de maio. O levantamento apontou uma queda de 5 pontos percentuais do senador Flávio Bolsonaro após a menção a conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro. A pedido do Partido Liberal (PL), o ministro Kassio Nunes Marques concedeu medida liminar — decisão provisória, antes do julgamento final — para remover o conteúdo de circulação.

O que motivou a suspensão do levantamento

O PL contestou a metodologia empregada pela empresa ao apresentar um áudio do parlamentar no questionário. O partido alegou que a reprodução da gravação induziu a escolha dos eleitores e feriu a neutralidade da consulta popular.

Ao confirmar seu posicionamento, Kassio Nunes Marques votou por manter a paralisação do estudo. O relator entendeu que a inserção de estímulos narrativos compromete a imparcialidade necessária para aferir a opinião pública de forma isenta.

Argumentos apresentados pelas partes na corte

A defesa do instituto alegou que a representação do partido expõe apenas divergência técnica sobre um tema político público ligado ao Banco Master. O representante sustentou que o questionário seguiu os trâmites normais e não descumpriu os requisitos exigidos pela legislação eleitoral.

Em contrapartida, os advogados do PL afirmaram que o questionário apresentou falha ao omitir o arquivo de vídeo exibido aos entrevistados. A legenda sustentou que a falta do material na transcrição inviabiliza a fiscalização sobre a integridade da pesquisa.

Regras para futuras pesquisas eleitorais

O julgamento vai definir se institutos podem utilizar mídias gravadas ao formular perguntas sobre candidatos. O ministro Dias Toffoli alertou para o risco do uso descontrolado de gravações durante o período de propaganda política nas eleições municipais e gerais.

Pode fazer vídeo? A gente sabe o que vai acontecer, vai ter vídeo para tudo quanto é lado, e pesquisa que mostra aquele vídeo e depois faz a pergunta. Diante desse vídeo, você votaria em A, B ou C, votaria neste ou naquele. Vai ter vídeo até citando juízes. Não vamos ser ingênuos.

Dias Toffoli, ministro do TSE

Dias Toffoli, ministro do TSE

A votação no plenário presencial do TSE soma 1 a 0 a favor do relator. O processo aguarda a devolução do pedido de vista para retornar à pauta de julgamentos do tribunal.

Perguntas frequentes

A pesquisa da AtlasIntel pode ser divulgada agora?
Não. A pesquisa da AtlasIntel continua suspensa por decisão liminar do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. A proibição impede a veiculação do levantamento em sites, redes sociais ou qualquer canal de comunicação oficial até o término do julgamento do recurso.
Por que a pesquisa eleitoral foi questionada no TSE?
O Partido Liberal questionou o levantamento alegando que a apresentação de áudios e vídeos sobre investigações do Banco Master induziu as respostas dos eleitores. A legenda sustentou que a inclusão dessas mídias quebrou a neutralidade exigida pela legislação eleitoral.
Quando o TSE volta a julgar a suspensão da pesquisa?
O material original não informa a data em que o julgamento será retomado pelo Tribunal Superior Eleitoral. A análise do caso foi interrompida pelo pedido de vista da ministra Estela Aranha e não há prazo definido para o retorno do processo ao plenário.

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