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PLANTÃO

Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Processo

TSE busca acordo sobre uso de IA nas eleições de 2026

Ministros se reúnem a portas fechadas após ação contra vídeo sintético de Jair Bolsonaro exibido em convenção partidária

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Ministros se reúnem a portas fechadas após ação contra vídeo sintético de Jair Bolsonaro exibido em convenção partidária
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, reúne os integrantes da Corte nesta quinta-feira (13 de agosto) para fixar a posição do tribunal sobre o uso de inteligência artificial nas eleições.

O encontro a portas fechadas ocorre após a sessão matutina de julgamentos. O relator busca consenso antes de levar ao plenário a ação movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) contra o Partido Liberal (PL).

O processo que motivou a reunião

A discussão começou após a convenção realizada em 25 de julho, que confirmou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. No evento, o partido transmitiu uma gravação criada por inteligência artificial com a voz e o rosto do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar e não pode dar declarações públicas.

O arquivo usou a tecnologia conhecida como deepfake, que gera mídias sintéticas hiper-realistas. A transmissão abriu com um aviso explícito sobre a simulação.

Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial

Jair Bolsonaro, em vídeo sintético exibido na convenção do PL

Jair Bolsonaro, em vídeo sintético exibido na convenção do PL

Na sequência da gravação, a imagem gerada por computador criticou a prisão do ex-presidente e pediu apoio à candidatura do filho.

As alegações do PT e a defesa do PL

O PT acionou a Justiça Eleitoral sob o argumento de que a transmissão violou as regras aprovadas pelo TSE para o pleito de 2026. A legenda afirma que a gravação fez menção direta ao cargo em disputa e trouxe pedido explícito de voto com material sintético.

A defesa de Flávio Bolsonaro nega ilegalidade. Os advogados sustentam que o aviso inicial impediu que o público fosse enganado. A campanha também alega que o conteúdo não configurou pedido explícito de votos nem se tratou de montagem enganosa.

O que muda na prática para as campanhas

A reunião de quinta-feira não altera regras de forma imediata, pois o encontro serve apenas para alinhar a jurisprudência interna da Corte. O julgamento do caso no plenário definirá se o uso de áudio e vídeo gerados por inteligência artificial, mesmo com aviso prévio de simulação, pode cassar registros ou gerar sanções às candidaturas em 2026.

Perguntas frequentes

Qual é o motivo da reunião do TSE sobre inteligência artificial?
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral convocou os ministros para alinhar a interpretação jurídica sobre o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026. O tribunal debate o caso concreto de um vídeo sintético exibido na convenção do Partido Liberal.
O que o PT alega na ação contra o PL?
O Partido dos Trabalhadores afirma que o Partido Liberal descumpriu as regras eleitorais ao veicular um vídeo sintético de Jair Bolsonaro com pedido explícito de voto e menção direta à disputa presidencial de 2026.
Qual é a defesa da candidatura de Flávio Bolsonaro?
A defesa argumenta que a transmissão continha alerta claro de que se tratava de uma simulação computadorizada. Os advogados sustentam que não houve intenção de enganar os eleitores e negam a existência de pedido explícito de voto.

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