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PLANTÃO

Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Tributário

Senado aprova isenção fiscal para fertilizantes nacionais

Projeto do Profert cria incentivos tributários e fundo para estimular produção de adubos no país e reduzir dependência externa. Texto segue para sanção.

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Projeto do Profert cria incentivos tributários e fundo para estimular produção de adubos no país e reduzir dependência externa. Texto segue para sanção.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 699/2023, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). A decisão abre caminho para zerar impostos na importação de máquinas e na montagem de fábricas no Brasil.

A proposta aprovada em votação simbólica segue para a sanção do presidente da República. Nenhuma regra entra em vigor imediatamente: os benefícios fiscais dependem do aval presidencial. O texto é um substitutivo que veio da Câmara dos Deputados e recebeu ajustes de redação apresentados pela relatora, a senadora Tereza Cristina.

O que muda para a indústria e o agronegócio

O Profert concede isenção fiscal para a compra de maquinário importado e para o estabelecimento de plantas industriais focadas na produção de nutrientes em solo nacional. Além das desonerações, a proposta estabelece a criação de um fundo financeiro voltado ao apoio da fabricação de insumos no país.

O objetivo central da medida é diminuir a dependência de produtos estrangeiros usados na produção agrícola. Atualmente, o agronegócio brasileiro importa mais de 80% dos fertilizantes aplicados no cultivo de lavouras como soja, milho e cana-de-açúcar. Essa alta vulnerabilidade expõe os agricultores locais às variações do câmbio e a crises geopolíticas no exterior.

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O projeto que vai resgatar aquilo que o Brasil precisa, há anos, [reduzir] a sua dependência da totalidade das importações de fertilizantes, trazendo a tão falada, atualmente, soberania. A soberania dos nossos fertilizantes é importantíssima para a agricultura brasileira

Tereza Cristina, senadora e relatora do projeto

Volume de importações e impacto no mercado

A forte dependência externa afeta diretamente a aquisição de nutrientes essenciais para as plantas, conhecidos pela sigla NPK. Os componentes nitrogenados, fosfatados e potássicos garantem a produtividade das safras ao fornecerem nitrogênio, fósforo e potássio para o desenvolvimento de folhas, raízes e frutos.

Segundo levantamento da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), o país importou 43,3 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários no ano de 2025. As compras externas concentram-se em itens como ureia, cloreto de potássio e fosfato monoamônico (MAP), trazidos principalmente da Rússia e da China.

Como ocorreu a votação e próximos passos

A apreciação do texto ocorreu durante o esforço concentrado marcado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. As sessões foram agendadas para votação de matérias pendentes e medidas provisórias em duas etapas: entre 10 e 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro.

Com a aprovação na Câmara e no Senado, o texto aguarda a manifestação do Palácio do Planalto. O Poder Executivo poderá sancionar o programa na íntegra ou aplicar vetos a trechos específicos do projeto.

Perguntas frequentes

O que é o Profert aprovado pelo Senado?
O Profert é o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes, criado pelo Projeto de Lei 699/2023. O programa concede isenções tributárias para a importação de máquinas e abertura de indústrias de adubo no Brasil, além de criar um fundo financeiro para incentivar a produção nacional do setor.
Quais impostos deixam de ser cobrados com a nova lei?
O projeto prevê a isenção de impostos incidentes sobre a importação de maquinários e sobre a instalação de plantas industriais destinadas à fabricação de fertilizantes no país. A medida busca reduzir os custos de produção de insumos nitrogenados, fosfatados e potássicos no mercado interno.
As novas regras para fertilizantes já estão valendo?
Ainda não. Após ser aprovado pelo Senado Federal, o projeto de lei precisa ser sancionado pelo presidente da República. As regras e os benefícios fiscais só passam a vigorar após a assinatura e a publicação oficial do texto no Diário Oficial da União.
Por que o Brasil quer incentivar a fabricação própria de adubos?
O agronegócio brasileiro importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras. A alta dependência de países como Rússia e China deixa os produtores vulneráveis a oscilações no câmbio e a conflitos geopolíticos que afetam os preços internacionais de insumos como ureia e cloreto de potássio.

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