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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Digital

Discord envia à AGU proposta de segurança para menores

Plataforma entregou plano de segurança após falhas na verificação de idade e morte de adolescente investigada pela Polícia Federal.

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Plataforma entregou plano de segurança após falhas na verificação de idade e morte de adolescente investigada pela Polícia Federal.
Foto: Juca Varela/Agência Brasil

A empresa Discord enviou à Advocacia-Geral da União (AGU) um plano com regras de proteção a crianças e adolescentes no aplicativo. O envio responde a cobranças do governo federal sobre falhas no controle de idade dos usuários.

O documento entregue na última segunda-feira, 10 de agosto de 2026, resulta de cobranças diretas acionadas pelo governo. Dias antes, representantes da plataforma se reuniram com técnicos da AGU, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). As autoridades apontaram graves brechas na fiscalização do aplicativo, descumprindo exigências fixadas pela Lei 15.211/2025, conhecida como ECA Digital.

O que muda na prática para os usuários

Nada muda imediatamente para quem utiliza a plataforma. A AGU e os órgãos parceiros avaliam se as medidas sugeridas pela empresa atendem ao padrão exigido pela legislação brasileira. Se a proposta for aceita, as partes devem assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), instrumento jurídico que fixa obrigações diretas, metas de acompanhamento e prazos rígidos de adequação.

A partir da avaliação das medidas, procedimentos e mecanismos apresentados pela empresa, a AGU examinará a possibilidade de avançar na construção de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com compromissos, obrigações, mecanismos de acompanhamento e prazos destinados à adequação da plataforma às exigências [legais] brasileiras.

Advocacia-Geral da União, nota oficial

Advocacia-Geral da União, nota oficial

O que motivou a cobrança do governo

A ofensiva federal ganhou força após a morte de uma jovem de 13 anos, induzida ao suicídio durante transmissão ao vivo em canais do aplicativo, em 22 de julho de 2026. A apuração do caso gerou a Operação Lívia, que investiga redes de violência cibernética que atuam na plataforma.

A AGU destacou que a tentativa de construir um acordo consensual não impede a adoção de sanções. A União pode mover ações judiciais ou aplicar punições administrativas se constatar que os mecanismos de segurança do aplicativo permanecem insuficientes para resguardar menores de idade.

O posicionamento oficial da plataforma

A empresa informou que não tolera indivíduos ou grupos que promovem atos violentos e garantiu repassar informações a autoridades policiais. Segundo o aplicativo, equipes internas trabalham diariamente na detecção de ameaças, remoção de contas mal-intencionadas e bloqueio de novos grupos perigosos, atuando preventivamente em investigações que já resultaram em prisões no Brasil.

Perguntas frequentes

O aplicativo Discord foi bloqueado no Brasil?
Não. O aplicativo continua funcionando normalmente no país. A Advocacia-Geral da União analisa a proposta apresentada pela empresa para decidir se firma um acordo de conduta. O governo brasileiro ressaltou que pode aplicar sanções administrativas ou entrar na Justiça caso as soluções de segurança não garantam a proteção de menores.
Quem é afetado pelo plano entregue à AGU?
O plano proposto pelo Discord afeta diretamente crianças, adolescentes e os seus responsáveis que utilizam a plataforma no Brasil. O objetivo central do acordo em análise é endurecer a verificação de idade e evitar que menores sejam expostos a conteúdos de violência e abordagens criminosas dentro do aplicativo.
Quando as novas regras de segurança entram em vigor?
Não há uma data fixada para o início das novas regras. O material original não informa os prazos exatos propostos pela plataforma. As obrigações e datas dependem da conclusão da análise da Advocacia-Geral da União e da posterior assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta entre o governo federal e a empresa.

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