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PLANTÃO

Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Processo

CCJ da Câmara aprova redução da maioridade penal para 16 anos

Proposta segue para comissão especial antes de ir ao Plenário; regras civis e direito ao voto permanecem inalterados.

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Proposta segue para comissão especial antes de ir ao Plenário; regras civis e direito ao voto permanecem inalterados.
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a proposta que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A votação terminou com 44 votos favoráveis e 18 contrários.

Nada muda na legislação de imediato. A medida afeta adolescentes de 16 e 17 anos na esfera criminal, mas o texto ainda precisa percorrer novas etapas no Congresso Nacional antes de virar lei.

O projeto aprovado traz alterações em relação ao texto apresentado em maio de 2015 pelo ex-deputado Gonzaga Patriota. A versão inicial buscava aplicar a alteração também aos direitos civis.

plena maioridade civil e penal aos 16 anos de idade

Texto original da PEC 32/2015

Texto original da PEC 32/2015

O relator na comissão, deputado Coronel Assis, apresentou um substitutivo — texto alternativo que altera a proposta original — para manter intactas as regras civis. Com isso, a emissão de documentos, os direitos políticos e o alistamento eleitoral não mudam. O voto continua facultativo aos 16 anos e obrigatório aos 18 anos.

O que muda na prática com a proposta

Se a alteração for concluída em todas as fases do Congresso, jovens com 16 e 17 anos responderão a processos segundo o Código Penal. Hoje, essa faixa etária cumpre apenas medidas socioeducativas. O substitutivo aprovado limita a mudança ao âmbito penal, sem alterar direitos civis ou eleitorais da juventude.

A análise de admissibilidade na CCJ avaliou apenas se o texto respeita a Constituição Federal, sem julgar o mérito da causa. Deputados favoráveis afirmaram que a mudança atende a cobranças da sociedade por segurança pública. Parlamentares contrários argumentaram que a medida fere direitos fundamentais previstos na Carta Magna e defenderam investimentos em educação.

Quais são os próximos passos da tramitação?

A proposta não vai direto ao Plenário da Câmara dos Deputados. A Mesa Diretora precisa criar uma comissão especial temporária para debater o mérito do texto. Nesse grupo, deputados podem fazer audiências públicas e alterar a proposta antes de votar o relatório final.

Se a comissão especial aprovar o texto, a matéria segue para o Plenário da Câmara dos Deputados. Por alterar a Constituição, a proposta exige o apoio de pelo menos 308 dos 513 parlamentares, equivalente a três quintos da Casa, em dois turnos de votação. Se aprovada na Câmara dos Deputados, a matéria vai ao Senado Federal, onde passará por rito semelhante.

Histórico da proposta na Câmara

A proposta tramita há 11 anos na Câmara dos Deputados sob a identificação de PEC 32/2015. O texto teve três relatores diferentes e chegou a ser arquivado pela Mesa Diretora em 2019. O debate esquentou nos últimos meses, culminando na rejeição de pedidos de adiamento da oposição para votar o parecer.

Perguntas frequentes

A redução da maioridade penal já está valendo?
Não. A aprovação na CCJ apenas atesta a constitucionalidade do projeto. A proposta precisa ser analisada por uma comissão especial na Câmara dos Deputados, passar por votação em dois turnos no Plenário da Casa e, depois, passar por rito semelhante no Senado Federal.
Jovens de 16 anos perdem o direito ao voto com a proposta?
Não. O relator Coronel Assis alterou o texto original para manter as regras civis e eleitorais atuais. O alistamento eleitoral e o voto continuam facultativos aos 16 anos e obrigatórios aos 18 anos de idade.
Quantos votos são necessários para aprovar a PEC no Plenário?
Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, são necessários os votos favoráveis de pelo menos três quintos dos deputados na Câmara dos Deputados, o que representa 308 dos 513 parlamentares, em dois turnos de votação.
O que acontece se a comissão especial rejeitar a proposta?
O material fornecido não detalha o procedimento em caso de rejeição na comissão especial. O texto informa apenas que, caso o relatório seja aprovado no colegiado, ele segue para deliberação no Plenário da Câmara dos Deputados.

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