Polícia faz buscas contra rede que planejava ataques em Brasília
Operação Rede Interrompida apreendeu manuais de explosivos e plantas de prédios públicos com oito investigados em cinco estados.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra extremistas que planejavam invasões e atentados a bomba em Brasília. A ação integra a Operação Rede Interrompida.
As investigações começaram na primeira quinzena de junho, quando o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), identificou conversas em grupos abertos do Telegram. O monitoramento revelou planos de invasão ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Esplanada dos Ministérios durante o período eleitoral, em outubro, além de ameaças de bomba em debates.
Apreensões de plantas e manuais de explosivos
Os agentes recolheram materiais estratégicos nos endereços vistoriados. A PCDF apreendeu manuais para fabricação de artefatos explosivos, mapas da região central da capital e a planta baixa do Palácio do Planalto, apontado pelos alvos como objetivo primário.
O objetivo central da operação consistiu em interromper o processo de radicalização antes da execução de atos violentos. A PCDF buscou resguardar cidadãos, autoridades e instalações públicas da capital federal.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública cumpriu seu papel de articulador nacional, promovendo a cooperação interfederativa, compartilhando informações estratégicas e coordenando esforços para que a União e os estados atuassem como um único sistema de proteção da sociedade.
Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública
Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública
Quem são os investigados na operação
A polícia identificou oito suspeitos espalhados por cinco estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Todos têm idade entre 19 e 31 anos, com concentração principal na faixa dos 19 aos 25 anos.
Nenhum dos investigados possui histórico criminal nem se conhece pessoalmente. Os suspeitos mantinham contato exclusivo pela internet, onde também compartilhavam conteúdos de teor neonazista, antissemita e misógino, além de buscar novos integrantes para o grupo.
Por que não houve prisões até o momento
A coordenação de inteligência da PCDF definiu que a primeira fase focaria apenas no recolhimento de provas físicas e digitais. A equipe responsável optou por não solicitar mandados de prisão preventiva nesta etapa dos trabalhos.
A atuação exigiu apoio de forças policiais estaduais para localizar alvos e mapear endereços. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) atuou no compartilhamento de dados estratégicos. A gestão do MJSP coordena frentes de combate ao ódio digital, como o Pacto Brasil contra o Feminicídio e a Estratégia Nacional Mulher Segura, voltados à proteção contra discursos de ódio e preconceito nas redes.
Perguntas frequentes
Houve mandados de prisão na Operação Rede Interrompida?
Quais locais eram alvos do grupo extremista?
Em quais estados a polícia cumpriu os mandados?
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