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PLANTÃO

Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Processo

CCJ aprova redução da maioridade penal para 16 anos

Proposta de emenda constitucional prevê punição pelo Código Penal a jovens de 16 e 17 anos e segue para comissão especial na Câmara.

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Proposta de emenda constitucional prevê punição pelo Código Penal a jovens de 16 e 17 anos e segue para comissão especial na Câmara.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou a proposta que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A mudança envia adolescentes dessa faixa para o sistema prisional comum.

O placar registrou 44 votos favoráveis e 18 contrários na votação realizada nesta quarta-feira (10). O aval libera a PEC nº 32/15 (Proposta de Emenda à Constituição) para as etapas seguintes no Poder Legislativo.

O que muda e quando passa a valer

Hoje, jovens com menos de 18 anos respondem por infrações apenas com medidas socioeducativas. Caso o texto vire lei, pessoas de 16 e 17 anos passam a responder criminalmente sob as regras do Código Penal.

Nada muda de imediato. A proposta segue para a avaliação de uma comissão especial e depois precisará do voto favorável de três quintos dos deputados em dois turnos no Plenário da Casa.

Os argumentos a favor do projeto

O relator da matéria, o deputado Coronel Assis, defendeu que a alteração é viável juridicamente e não fere os princípios invioláveis da Constituição Federal de 1988 nem acordos internacionais assinados pelo Brasil.

O deputado Mendonça Filho sustentou que o país enfrenta altos índices de criminalidade e citou o registro de 44 mil homicídios por ano no Brasil. O parlamentar afirmou que facções criminosas aliciam menores de idade pelo baixo custo punitivo e que 25% da população vive sob influência de milícias ou do crime organizado. O deputado Rodrigo de Castro declarou que o texto dá um sinal firme contra a impunidade.

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O índice de reentrada no sistema socioeducativo é de 23%. No sistema prisional é de 42%

Sâmia Bonfim, deputada federal

As críticas da oposição

Parlamentares contrários sustentam que a alteração fere direitos fundamentais. O deputado Tadeu Veneri afirmou que a proteção à juventude constitui cláusula pétrea — trecho da Constituição que não aceita mudança por emenda — e previu que o Supremo Tribunal Federal anulará a medida se aprovada.

A deputada Sâmia Bonfim apontou que apenas 0,5% das infrações cometidas por adolescentes envolvem crimes gravíssimos. Na mesma linha de contestação, o deputado Otoni de Paula alertou que grupos criminosos passarão a aliciar crianças ainda mais novas, com 14 ou 12 anos, mantendo a estrutura da violência inalterada.

Perguntas frequentes

Adolescentes de 16 anos já podem ser presos no Brasil?
Não. Atualmente, adolescentes de 16 e 17 anos cumprem apenas medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. A Proposta de Emenda à Constituição aprovada na Comissão de Constituição e Justiça pretende mudar essa regra, mas a alteração ainda não virou lei.
A redução da maioridade penal já está valendo?
Não. O texto aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados cumpriu apenas a primeira etapa de análise. A proposta ainda precisa ser debatida em uma comissão especial e passar por duas votações no Plenário.
Quais crimes seriam afetados pela nova regra?
A proposta aprovada prevê a alteração da responsabilização penal geral para jovens a partir de 16 anos. Isso significa transferir os julgamentos e as punições de adolescentes nessa faixa etária do sistema socioeducativo para o Código Penal.
Por que a proposta pode ser barrada no Supremo Tribunal Federal?
Deputados contrários ao projeto sustentam que a maioridade penal aos 18 anos é uma cláusula pétrea da Constituição Federal. Por ser considerada um direito fundamental, a regra não poderia ser alterada por emenda parlamentar, mas apenas por uma nova Assembleia Constituinte.

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