TSE reforça segurança da urna eletrônica antes da eleição
Sistema passa por 40 etapas de auditoria com acesso ao código-fonte e testes públicos antes do pleito.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mobiliza 40 etapas de auditoria na urna eletrônica, usada há 30 anos no país, para garantir a integridade da votação nacional. Nenhuma fraude ocorreu nos equipamentos desde a implementação em 1996.
Como funciona a fiscalização do voto
A auditoria do sistema eleitoral começa 1 ano antes da votação. O TSE abre o código-fonte — o conjunto de instruções que comanda os programas de computador — para inspeção de órgãos parceiros. Instituições como o Congresso Nacional, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Polícia Federal (PF) examinam cada linha de programação sem qualquer restrição de acesso.
Essas entidades atuam de forma independente. Elas verificam se os programas funcionam de acordo com as especificações da legislação. A fiscalização contínua impede alterações não autorizadas nos softwares das urnas.
Teste público abre sistemas para cidadãos
Em anos sem pleito, o TSE realiza o Teste Público de Segurança (TPS). Qualquer cidadão brasileiro com mais de 18 anos pode inscrever planos para tentar invadir ou burlar os sistemas eleitorais. A medida visa identificar e corrigir potenciais falhas de segurança antes do ciclo eleitoral.
A iniciativa já teve 8 edições. Pesquisadores de instituições como a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e de universidades do Rio Grande do Sul participam regularmente dos testes, além de peritos da PF. Se um participante encontra uma vulnerabilidade, a equipe do TSE corrige o problema. Em seguida, os próprios investigadores retornam à sede do tribunal para confirmar a solução da falha.
blockquote>Acima de qualquer argumento técnico, nenhum se sobrepõe ao fato de que não temos, desde 1996, nenhum caso comprovado de fraude nas urnas eletrônicas.
Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE
Governo barra monitoramento estrangeiro
No último sábado (25), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) negou visto de entrada a dois representantes do governo dos Estados Unidos. O Itamaraty barrou o subsecretário do Departamento de Estado para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson.
O MRE tomou a decisão após apurar o interesse do governo norte-americano em enviar funcionários para monitorar o funcionamento das urnas eletrônicas brasileiras. A intenção de questionar os equipamentos foi revelada pelo jornal The Washington Post. O Departamento de Estado dos EUA negou que essa fosse a finalidade da viagem.
Para detalhar a segurança do processo de votação, o TSE agendou para o dia 17 de agosto uma segunda reunião com embaixadores, diplomatas e representantes de organismos internacionais. O encontro vai expor as camadas de proteção técnica do sistema brasileiro.
Perguntas frequentes
Quem pode testar a segurança das urnas eletrônicas?
O código-fonte da urna eletrônica é secreto?
Por que o Brasil negou visto aos funcionários americanos?
Já houve alguma fraude comprovada nas urnas eletrônicas?
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