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PLANTÃO

Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Trabalho

Congresso entra em recesso e trava PEC das 40h e teto do MEI

Senadores e deputados paralisam votações do fim da escala 6x1, da punição à misoginia e do aumento do limite do Simples sem datas de retorno.

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Senadores e deputados paralisam votações do fim da escala 6x1, da punição à misoginia e do aumento do limite do Simples sem datas de retorno.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Congresso Nacional suspende as votações nesta sexta-feira (17) e deixa sem desfecho a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1. O texto segue parado no Senado Federal.

A proposta reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A PEC passou pela Câmara dos Deputados em 27 de maio com 22 votos contrários, mas travou nas mãos do senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. O parlamentar não enviou a matéria para a Comissão de Constituição e Justiça, adiando as discussões para o segundo semestre.

O impasse no teto do MEI

Os microempreendedores individuais continuam submetidos ao limite de faturamento atual. O projeto de lei pautado para o início de julho eleva esse teto para R$ 140 mil por ano, mas travou por falta de acordo com a equipe econômica do governo federal.

O governo alega que o reajuste automático do teto pela inflação causaria um impacto fiscal de até R$ 50 bilhões anuais. Outro ponto de divergência envolve a tentativa de alterar alíquotas do Simples Nacional dentro do mesmo texto. Por isso, a proposta não tem data para ir ao plenário da Câmara.

Criminalização da misoginia congelada

A proposta que equipara a misoginia ao crime de racismo também ficou sem votação final na Câmara. O texto já passou pelo Senado em março por unanimidade e teve requerimento de urgência aprovado pelos deputados com 293 votos favoráveis.

A ala conservadora do Congresso pressionou pelo adiamento da deliberação. Partidos como Novo, Missão e PL orientaram voto contrário. O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitou negociações lideradas pela relatora do projeto, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

Com a urgência sendo aprovada nós vamos, ao lado das lideranças, com muita cautela, com muito respeito, construir o melhor texto possível.

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

Quando as votações serão retomadas

Os parlamentares voltam ao trabalho apenas em agosto. Nada muda na legislação atual durante o recesso de julho. A tramitação das matérias no segundo semestre ainda enfrentará a concorrência do calendário eleitoral das eleições gerais de outubro, quando deputados e senadores se dedicam às campanhas.

Perguntas frequentes

A PEC da jornada de 40 horas já está valendo?
Não. A proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e acaba com a escala 6x1 ainda precisa de análise pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal e aprovação no plenário antes de virar lei.
Qual é o novo limite de faturamento do MEI aprovado?
O limite de faturamento do microempreendedor individual ainda é o mesmo. A proposta de elevar o teto para R$ 140 mil por ano travou na Câmara dos Deputados devido a impasse com a equipe econômica do governo federal sobre impacto fiscal.
O que prevê o projeto de lei sobre misoginia?
O projeto de lei equipara a misoginia, definida como o ódio e a discriminação contra mulheres pelo fato de serem mulheres, ao crime de racismo. A proposta travou na Câmara dos Deputados após pressão de bancadas conservadoras.
Quando o Congresso retoma a votação desses projetos?
Os deputados e senadores retornam do recesso em agosto. O cronograma das votações no segundo semestre deve ser reduzido por causa do engajamento dos parlamentares com a campanha das eleições gerais marcadas para outubro.

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